Livro SORTE IRLANDESA por Stefania Raducanu

Quando eu comecei esse blog, meu livro já estava pela metade. Mas desde o início eu me preocupava com aquelas coisas normais, que todo autor pensa: “como publicar?”, “como divulgar?”, “como chamar atenção de leitores?”, etc. Criei esse blog para ter um contato regular com leitores das minhas fanfics, por exemplo. E ao longo do caminho, já quando o meu primeiro livro estava terminado e o segundo, sendo escrito, eu descobri o Wattpad.

Wattpad é uma plataforma literária, uma espécie de rede social, onde qualquer um pode publicar qualquer coisa. Conforme os livros vão sendo lidos, estrelados, comentados, visualizados e compartilhados, a popularidade vai crescendo e alguns vão ganhando destaque. Os livros mais populares de cada categoria ganham o troféu the Wattys. Ser muito famoso nessa rede leva a uma maior visibilidade, o que atrai editoras. Existem alguns cases de sucesso, portanto, pode acontecer com qualquer um.

Eu decidi postar meu livro assim e testar minha sorte. Não achei que fizesse sentido escrever um livro e deixar engavetado, esperando alguma editora responder um dia. Se responderem, ótimo, senão… paciência, afinal eu escrevi o livro para ser lido e no Wattpad isso já é meio caminho andado.

Portanto, convido a todos para a estréia do meu livro, o primeiro capítulo foi postado hoje, serão 28 no total e postarei todo domingo. Não deixem de dar estrelinhas, comentar e compartilhar.

CLIQUE PARA LER SORTE IRLANDESA 

capa sorte irlandesa

Lili é carioca, apaixonada por música, livros e se considera bastante certinha, perfeccionista e por isso fica muito feliz quando sua chefe reconhece seus esforços e a indica para um intercâmbio de mentes criativas em Roma. Mesmo que seu sonho seja morar na Irlanda, ela sabe que Roma é um lugar incrível. Ela acabou de terminar com Marcos, que pensa que ainda estão dando um tempo, então é a oportunidade perfeita para seguir em frente, viver novas experiências e conhecer pessoas diferentes. Tentando aproveitar ao máximo a experiência, Lili decide fazer um curso de verão que a empresa oferece, para melhorar seu currículo. Só que todas as vagas de cursos relevantes para sua carreira, já haviam sido preenchidas. Porém, ela não quer perder a chance de estudar em uma faculdade européia, então aceita o único curso com vaga disponível: Literatura juvenil.

É quando ela conhece, Peter, professor que dará aquelas breves aulas e a pessoa que mudará sua vida completamente. Eles se tornam grandes amigos, mesmo depois do fim do curso e Lili não consegue acreditar como pôde encontrar alguém que fosse tão perfeito para ela. Peter é inglês, lindo, carinhoso, educado e compartilha de praticamente todos os mesmos gostos que ela. Mas ele não parece ter se apaixonado também, pelo contrário, Peter é comprometido. Então a garota, antes tão decidida, se vê enfrentando pensamentos e sentimentos confusos, deixando-a cada vez mais insegura. Até quando ela conseguirá fingir para Peter que não se apaixonou e manter apenas a amizade que para ele parece ser suficiente? Parece, mas será suficiente?

O livro também pode ser lido em inglês AQUI

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Ano Novo, Vida Nova?

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Minha timeline do Facebook está repleta de mensagens para esse novo ano que começa hoje. Dentre tantos “Ano Novo, Vida Nova”, “Esse vai ser o melhor ano da minha vida”, etc… estão outros tantos de céticos, que gostam de jogar aquela bacia de água fria dizendo “Então me conte como é esse poder de trocar de vida, X-Men”, “Queria entender essas pessoas que acham que um dia faz toda a diferença” ou “Nada mudou”.

Mudou sim!!! Tudo mudou. É uma questão puramente psicológica, mas que faz toda a diferença. Na realidade, nada mudou, mas se você acreditar, qualquer coisa é possível. Quando o relógio bate meia noite, os fogos pipocam, a esperança nasce. A esperança de que temos uma nova chance de fazer dar certo, consertar os erros do ano anterior, a oportunidade de mudar tudo aquilo que não estava bom. Eu particularmente acho o Ano Novo mais promissor que o Natal. Dizem que o Natal é a época de perdoar, amar, se doar, mas eu sinto que esses sentimentos ficam muito mais fortes a medida que assisto os fogos subirem e iluminarem o céu. Dá um sensação de plenitude, de força, uma certeza inabalável de que dessa vez serei capaz de conquistar o mundo se eu quiser.

E a coisa mais importante ao longo do ano, não é manter as promessas ou riscar as resoluções cumpridas, é conseguir manter esse sentimento, de que tudo é possível. O motivo pelo qual não cumprimos a maioria das coisas que prometemos é que com o passar dos dias, conforme o ano vai seguindo em frente, nós deixamos essa vontade de mudar e de crescer, morrer dentro de nós.

Esse ano de 2016, para mim, começou diferente. Normalmente eu agradeço o que tenho na vida, peço algumas outras coisas, reclamo de detalhes que não posso mudar e faço promessas que ficarão perdidas. Mas esse ano, não. Não sei se devo ao fato de ter me divertido bastante na festa antes das doze badaladas, mas quando saí para ver os fogos e brindar, eu involuntariamente fiquei estática. Não pensei “segura as reclamações aí, não pede nada, vamos só agradecer”, eu simplesmente não pensei em nada. E quando tudo passou, todo mundo entrou em casa de novo e a festa continuou, eu me dei conta que estava transbordando uma esperança que nunca tinha sentido antes. Eu tenho uma pequena lista de coisas que quero que aconteçam esse ano? Claro que tenho. Sempre temos, não é? Mas eu não pensei nelas, em vez disso eu só senti. E confesso que já se passaram quase 24 horas e ainda estou eufórica e certa de que se eu conseguir manter meus pensamentos positivos ao longo do ano, eu posso conquistar qualquer coisa. Mas principalmente, eu posso sempre tentar de novo. E de novo. E de novo. O importante, é não deixar a tristeza bater, a frustração falar mais alto e os primeiros tropeços do ano impedirem de seguir em frente.

Ano Novo, Vida Nova, sim!!! Eu decidi que a vida vai ser outra, porque vai ser melhor. Eu não quero uma versão melhorada da vida que tive no ano passado, eu quero a melhor vida que eu puder criar para mim.

Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita

GONZAGUINHA

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Imaginação (i)limitada

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Quando eu pensei em criar esse blog, uma amiga me disse para escrever o que viesse na cabeça. E eu percebi que sou completamente travada. Essa mesma amiga me disse que se eu quisesse ser escritora não poderia ser uma pessoa que não escreve. Parece óbvio, não é? Mas é que eu escrevia, sim, histórias, mas nunca consegui passar meus próprios pensamentos para o papel. Porque quando pensamos em um escritor, já imaginamos aquelas pessoas que escrevem em qualquer lugar, no guardanapo, atrás da nota fiscal, qualquer coisa serve para não deixarmos as palavras escaparem. Mas eu não sou bem assim. E escrever um livro ou uma fanfic para mim é fácil… mas um blog, não é brincadeira, não!

Então, quando eu comecei a escrever meus livros, percebi que eu estava passando pela vida sem prestar atenção em nada. Sabe quando você senta na janela do trem e fica olhando lá para fora, mas não está vendo nada em particular? E então, alguém com você pergunta “nossa, você viu aquilo?” e você para e pensa, mas não se lembra de ter visto nada, mesmo que estivesse olhando naquela direção?! É mais ou menos assim que me sinto. Ou sentia. De repente, ao começar a criar personagens e colocar seus pensamentos no papel, notei que minha percepção das coisas que acontecem ao redor, ou dos meus sentimentos e dos demais ficou mais aguçada. Agora eu me pego prestando atenção de verdade em conversas aleatórias, porque qualquer coisa pode levar à uma cena nova, uma idéia legal. Me pego lembrando com mais detalhes tudo que aconteceu a mim ou à pessoas que conheço, desde coisas engraçadas até coisas tristes, porque qualquer coisa pode ser inspiração. Com esse exercício, passei a reparar nos sentimentos e olhares também. Talvez eu até esteja me subestimando porque sempre fui alguém que presta atenção e considera demais os sentimentos dos outros. Sou de me colocar no lugar de todo mundo antes de tomar uma decisão ou falar alguma coisa que pode magoar. Mas agora, além disso ter se tornado mais frequente, serviu para pensar em mim também. Passei a considerar meus próprios sentimentos.

E esse é o problema que não consigo verbalizar. Eu percebi que se eu preciso criar uma personagem, tudo surge com facilidade, o que ela acredita, o que ela sonha, o que ela quer. Mas se eu penso em escrever sobre o que eu penso, nada surge. Não consigo transformar em palavras as coisas que vivi, aprendi ou tudo me parece já ter sido dito antes por alguém que soube se expressar melhor. Eu fico com vergonha que alguém vá ler e começar a analisar tudo que se passa dentro de mim. Sou tão fechada que nunca tive um diário exatamente por medo de que alguém lesse o que tinha para dizer sobre meus pensamentos. Às vezes me pergunto se sou algum tipo de psicopata que tem tanta necessidade em não deixar ninguém saber o que eu penso, mas então eu me lembro que não, não sou. Não penso em coisas obscuras ou ilegais, eu simplesmente não gosto de ser frágil e ficar vulnerável ao julgamento de ninguém.

Me parece muito mais fácil falar atráves de personagens fictícios e se alguém perguntar “nossa!! Mas é essa sua opinião?”, eu tenho a liberdade de dizer “não, essa é a opinião do fulaninho que eu criei. Ele pensa assim, eu não”. Então a gente muda de assunto, segue a vida e o que eu realmente acho sobre amor, amizade, casamento, sentimentos, fica perdido em uma conversa sem fim, porque eu simplesmente não me sinto à vontade em compartilhar.

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Resenha de “Um Ano Inesquecível”, de Babi Dewet, Thalita Rebouças, Bruna Vieira e Paula Pimeita – PARTE IV

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Por último, mas não menos importante, ficou o conto de INVERNO, da minha querida e maravilhosa autora nacional preferida, Paula Pimenta. Não vou falar dela novamente, porque já falei AQUI, então vamos à resenha. Para recapitular, estou resenhando os quatro contos do livro Um Ano Inesquecível, da Ed. Gutemberg e você pode ler a resenha do conto de VERÃO, da Thalita Rebouças AQUI, a resenha do conto de PRIMAVERA, da Bruna Vieira AQUI e a resenha do conto de OUTONO, da Babi Dewet AQUI.

“Enquanto a neve cair” é narrado pela protagonista, Mabel,paula e nos leva ao Chile, para onde ela é arrastada pelos pais, quando tudo que ela queria era ir passar o final das férias na casa da sua amiga, onde todo mundo da escola estará, inclusive o Igor, de quem ela está afim e ela jura que também está louco por ela. Mabel começa a agir como uma pirralha mal humorada e a reclamar de tudo (compreensível, ela tem 14 anos, a mais nova dos contos), deixando os pais chateados e irritados porque eles estavam empolgados para mostrar para ela e para seu irmãozinho o esporte preferido deles, que inclusive os uniu como casal. Ela acha que sabe tudo, como uma típica adolescente e resolve que esquiar na neve deve ser fácil e ela não precisa de ajuda, principalmente quando o instrutor é um garoto irritante que a fez levar um castigo e uma bronca, para somar ao fato de que já estava proibida de usar o celular na viagem e consequentemente, sem notícias do que estava acontecendo na casa da amiga. Mabel passa por algumas decepções, descobrindo que as coisas nem sempre são como parecem e que às vezes estamos tão focados no que está longe e inacessível que acabamos por não aproveitar o que está logo na nossa frente. Após um grande susto nas montanhas, ela muda de atitude e passa a curtir aqueles dias com sua família e dá uma chance ao garoto irritante, o Ben, que na realidade não era tão irritante assim e ainda salvou sua vida. Ela passa a querer que aquelas férias não acabem nunca mais. O que dizer do Ben, que eu pouco conheço, mas já não posso viver sem? Como todo protagonista masculino da Paula, Ben é muito amor, muita perfeição e só fica em terceiro lugar no pódium porque a gente conhece muito bem o Léo (Fazendo Meu Filme) e o Rodrigo (Minha Vida Fora de Série), mas com certeza, se o conhecermos melhor, vai ficar difícil escolher. Ele é incrível e faz a Mabel se sentir especial e querida, coisa que o Igor não fez.

Acompanho no Twitter dela todo mundo pedindo um livro só sobre o Ben e a Mabel, e a julgar pelas respostas da Paula, sinto que vai rolar. Eu faço coro, mandinga, reza brava e peço a Deus que ela escreva mesmo, porque só relendo o conto milhares de vezes para superar a necessidade de saber mais sobre esse casal tão lindo. Sei que eu sou muito chata e puxo o saco da Paula mesmo, mas não tem como me decepcionar com ela, PERFEITA.

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Resenha de “Um Ano Inesquecível”, de Babi Dewet, Thalita Rebouças, Bruna Vieira e Paula Pimeita – PARTE III

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Terceira parte da resenha de Um Ano Inesquecível da Ed. Gutemberg e agora vou falar do outono, uma das minhas estações favoritas. O livro é dividido em quatro contos e assim eu dividi os posts, portanto se quiser ler a resenha do conto de VERÃO, da Thalita Rebouças, clique AQUI, para a resenha do conto de PRIMAVERA, da Bruna Vieira, clique AQUI e para a resenha do conto de INVERNO, da Paula Pimenta, clique AQUI.

BabiO OUTONO é da Babi Dewet e eu estou me sentindo estranha pra caramba ao tentar achar palavras para descrevê-la. Sabe aquelas bandas, tipo o McFLY (falar da Babi e não citar McFLY não dá), cuja vida está tão exposta na internet que você sente que é amiga deles? Falo por experiência própria, porque quem conhece Tom e Giovana Fletcher e não se sente amigo de infância deles, não pode ser normal. Mas com a Babi é ainda mais intenso que isso, porque ela é uma pessoa que estava ali do meu lado em vários momentos da minha vida mesmo sem ela saber, claro. Ela começou escrevendo fanfics e comandando um site sobre o McFLY. Sábado à Noite foi a primeira fanfic interativa que li na minha vida e abriu as portas de um novo universo para mim. Por alguns anos, ela escrevia SAN e minha melhor amiga e eu escrevíamos Back to the Past. A questão é que nós duas temos os gostos tão parecidos que acabamos frequentando os mesmos lugares durante anos, sei disso porque eu sabia quem ela era por causa da fanfic. E agora ela é famosa!! Eu já conhecia seu estilo, li toda a trilogia de Sábado a Noite – a fanfic virou uma trilogia de livros lançados pela Ed. Generale -, lógico. E estava curiosa para ler seu conto e empolgada por vê-la em um livro com a Paula Pimenta, por exemplo. Foi tipo ver a Paula escrever um livro com a Meg Cabot.

Babi Dewet escreveu “O Som dos Sentimentos”,  contando a trajetória de Anna Júlia ao longo do outono, em que ela começou a estagiar para um amigo de seu pai em um escritório de advocacia para se ambientar e ter certeza que era o que ela queria fazer na faculdade. O MASP, em São Paulo, é o palco do conto, onde ela vê João Paulo tocando violão em troca de moedas. Só que na verdade ele é quem se interessa por ela, porque ele é um músico sensível e uma pessoa tão linda e legal, a um nível que você vai descobrindo aos poucos conforme lê. Anna Júlia repara nele, mas está sempre apressada e nunca escuta o que ele está cantando porque ela NÃO GOSTA DE MÚSICA. Eu nunca vi um ser humano tão ruim. Tô brincando, ela é muito legal também, mas tem essa falha na personalidade que para mim é inaceitável, porque não dá para viver sem música. Mas ela muda de idéia conforme vai conhecendo o João Paulo e se apaixonando. Foi o conto mais lento e crível, pois deu tempo de eles se apaixonarem e o leitor acreditar no romance deles. Mas exatamente por isso, o conto acabou e ficou aquele gosto amargo de quero mais, porque, droga, eu queria mais. Será pedir muito? Ouvi dizer que a Babi foi convidada para escrever mais alguns livros sobre um conservatório de música e estou cruzando os dedos para que o João Paulo e a Anna Júlia, mesmo que não sejam os principais, apareçam para preencher esse vazio que ficou aqui no coração.

Esse conto é recheado de referências musicais, porque além de ser sobre um músico e uma menina que não gosta e não vê sentido em escutar música, essa é uma característica da Babi. Isso é mais uma coisa que temos em comum. Galaxy Defenders!!! o/

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Resenha de “Um Ano Inesquecível”, de Babi Dewet, Thalita Rebouças, Bruna Vieira e Paula Pimeita – PARTE II

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Como falei anteriormente, dividi essa resenha em quatro partes para dar uma atenção especial a cada autora e conto, porque elas merecem. Continuando com a resenha do livro Um Ano Inesquecível, da Ed. Gutemberg, vamos entrar na primavera e conhecer um pouco do romance da Jasmine e do Davi. Para ler a resenha do conto de VERÃO, da Thalita Rebouças, clique AQUI, para a resenha do conto do OUTONO, da Babi Dewet, clique AQUI e para a resenha do conto de INVERNO da Paula Pimenta, AQUI.

brunaO conto da PRIMAVERA, foi escrito pela Bruna Vieira. Ela é blogueira famosa e eu já conhecia um pouco do blog dela, já assisti alguns vídeos do seu canal no Youtube, mas também nunca tinha lido nenhum livro dela. Embora eu tenha dado um tiro completamente no escuro sobre isso. Sabe aquela dúvida eterna: você compra a série completa sem saber se é boa e corre o risco de se arrepender, ou compra só um e depois se morde de raiva porque era bom e não pode sair para comprar os demais? Morando tão longe do Brasil, eu não quis me dar ao luxo de comprar um livro dela, curtir e depois ficar esperando ansiosa alguém vir me visitar para trazer as continuações. Por isso comprei logo a série de um vez e se eu for considerar o estilo de escrita dela pelo conto, não acho que eu vá me arrepender. Ainda tenho que esperar o navio chegar com os livros.

O estilo da Bruna é muito parecido com o da Paula e da Babi, referências pops internacionais e protagonistas fortes, embora ela tenha uma escrita mais leve. Eu não sei se foi intencional, mas assim como o conto da Thalita me fez sentir no meio de um bloco no carnaval, o da Bruna me fez sentir com se eu estivesse sentindo a brisa leve e colorida da primavera. Brega, eu sei, mas eu não tive essa sensação com o outono e o inverno, então parei por aqui, juro.

“A matemática das flores” conta a estória de Jasmine, uma menina de atitude e características marcantes, como seu cabelo cacheado enorme. Ela entra em desespero, em meio ao vestibular, pela possibilidade trágica de repetir de ano por causa de matemática. Que coisa poderia ser pior do que repetir o último ano, quando todo mundo está pronto para ir para a faculdade? Então sua mãe, passa por cima de suas decisões, as quais ela diz saber lidar sozinha muito bem, obrigada, e resolve pedir ajuda na escola, levando Jas a ter que concordar em fazer aulas de reforço com o seu detestado professor de matemática. Mas esse conto é cheio dos adoráveis clichês, coisa que amamos em livros românticos. Claro que o professor não vai poder dar as aulas e coloca no seu lugar um cara fofo, bonito e super legal, o Davi. Mas nem tudo são flores para ela (desculpem) e ela vai sofrer um pouco até o seu final feliz. O ponto fraco do conto para mim ficou no fato que achei o Davi meio sem atitude. O que sobrou em Guima no conto de Verão, onde ele lutou com unhas e dentes pelo seu amor, faltou em Davi. Mas no geral, o conto ficou muito bonitinho e gostoso de ler.

Acho que se ela der continuidade ao conto, fazendo um livro completo sobre ele, possamos conhecer o Davi um pouco mais. Em um livro inteiro, a Bruna teria mais espaço para desenvolver a personagem e dar personalidade a ele. Esse foi um grande problema desse livro, na verdade. Gostei tanto dos contos que, para mim, nenhum foi suficiente e fiquei querendo livros completos de cada um. Por favor, autoras, saciem nossa vontade, nunca pedi nada pra vocês. Ok, eu costumava pedir mais fanfic para a Babi, mas isso é assunto para o próximo post.

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Resenha de “Um Ano Inesquecível”, de Babi Dewet, Thalita Rebouças, Bruna Vieira e Paula Pimeita – PARTE I

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Não queria resenhar esse livro agora. De verdade. As minhas últimas postagens foram praticamente todas do mesmo estilo, e principalmente, de autoras nacionais. Uma das autoras inclusive nesse livro também. Mas eu tenho passado muito tempo escrevendo e esse foi o único livro que li porque estava ansiosa demais por ele. Sério. Não vou fazer alarde mais uma vez sobre a presença da Paula Pimenta nele, porque já está ficando cansativo, então vou focar nas demais autoras, sobre as quais nunca falei. Dividi o post em quatro partes, porque são quatro contos, portanto quatro resenhas e ia ficar grande demais.

A Editora Gutemberg reuniu quatro grandes autoras nacionais para escreverem contos jovens e românticos representando as estações do ano, completando Um Ano Inesquecível. Vou começar de trás pra frente, para a Paula ficar por último.

Assim, começo thalitapelo VERÃO, que ficou a cargo da Thalita Rebouças. Primeiro vou falar um pouco sobre ela. Adoro livros jovens, sobre adolescentes descobrindo o amor, se desesperando com o vestibular, mas o público-alvo da Thalita é ainda mais novo que isso. Por isso, eu nunca havia lido nenhum livro dela. Já tinha passado dessa fase quando ela começou a ficar famosa e suas estórias não “falavam mais comigo”.  O conto dela, “Amor de Carnaval”, foi bem distinto dos demais, acho que exatamente por esse motivo. Tudo é bastante intenso, informal, rápido e a sensação que tive ao ler era que estava mesmo no meio do Carnaval com tudo acontecendo ao mesmo tempo, uma folia bem brasileira com um bloco me arrastando e acabei o conto sem fólego. No que as demais autoras do livro e, confesso que eu também, exageramos enaltecendo a música internacional ou artistas estrangeiros, ela compensa só falando de música nacional. Thalita não nega as raízes cariocas e samba bastante gíria, nomes com “y” e hashtags pelas páginas, entregando tudo que os adolescentes estão acostumados a ver e viver hoje em dia.

O conto foca em Inha e suas três amigas inseparáveis. Inha é uma romântica incorrigível, daquelas meninas fofas que não aceitam nem beijar no primeiro encontro. Ela está arrasada porque o seu namorado a trocou por outra, que nem é tão bonita assim. Enquanto ela sonha com um príncipe encantado, sua amiga Tati sonha em ficar famosa e sua outra amiga, Kaká, sonha com um príncipe de verdade, para que ela possa ser da realeza. Tati, ao ver seu sonho se realizando por tabela, já que seu irmão, reserva do Flamengo fica com uma funkeira famosa, consegue um ingresso para ela e as amigas curtirem o desfile das escolas de samba na Sapucaí em grande estilo. E então, contrariando as expectativas de Inha, sobre não estar preparada para seguir em frente e o carnaval não ser a melhor época do ano para conhecer um grande amor, ela esbarra em Guima, um cara super legal, fofo e interessante, que não a deixa escapar. Mas no dia seguinte ela descobre um segredo horrível sobre ele, logo quando achava que tinha encontrado alguém que sequer a fazia lembrar que tinha um ex-namorado. A partir daí eu achei que o conto ficou um pouco surreal, intenso demais para ser crível. Mas quem sou eu para julgar um grande amor? Ou a maturidade de alguém? Ia dizer que não poderia falar sobre amor à primeira vista porque nunca tinha acontecido comigo, mas então eu lembrei que aconteceu sim, e eu talvez tivesse reagido da mesma maneira, mas eu era pré-adolescente e com certeza não tinha noção de nada na vida. Mas se alguém com mais idade consegue viver um amor assim, intenso logo de cara, fico feliz.

De qualquer forma, eu acabei ficando curiosa para ler outros livros dela, mesmo já tendo passado um pouco da minha idade. Eu nunca fui de ficar dentro da caixinha mesmo. Com 13 anos, além de ler a bíblia das meninas “Coisas que toda garota deve saber” – Samantha Rugen, Ed. Melhoramentos -, que fez muito sucesso na minha época, ensinando e falando de coisas como primeiros namorados, menstruação e regras de etiqueta, eu fiz questão de ler também “Coisas que todo garoto deve saber” – Antonio Carlos Vilela, Ed. Melhoramentos -, porque sim. Por que não? Eu queria entender o que se passava na cabeça deles também ué, quais dúvidas eles tinham e o que eles esperavam da gente. Fiquei curiosa sobre as adolescentes de hoje em dia também e acho que os livros da Thalita entregam exatamente isso.

Escolha a estação para ler a resenha dos demais contos:

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Resenha de “Minha Vida Fora de Série 3”, de Paula Pimenta

Eu pensei muito sobre fazer ou não uma resenha desse livro. Sei que eu já havia dito anteriormente que faria, mas depois pensei que seria muito sobre o mesmo assunto em tão pouco tempo. Só que ao acabar de ler, eu não consegui segurar os sentimentos aqui dentro do meu coração, minha angústia é tanta que estou até com dor de cabeça com o fim desse livro.

Quem já leu a série Fazendo Meu Filme toda, sabia como ia terminar esse livro, mas quem estava preparado para isso? E mesmo sabendo que nenhum livro/série da Paula Pimenta tem final triste, até sair Minha Vida Fora de Série 4, esse aperto no coração vai ficar aqui.

Quando eu terminei de ler a estória da Fani e fiquei sabendo que a próxima série seria sobre a Priscila, eu não fiquei MUITO empolgada. A Priscila não me parecia interessante o suficiente, embora eu tivesse muita curiosidade sobre o Rodrigo. Porém, ao longo dos livros percebi que a Priscila não era mesmo para ter parecido interessante, porque senão não teria tanto para contar sobre ela. E embora eu seja muito mais parecida com a Fani, por trocentos motivos que nem vou perder tempo enumerando porque já comentei AQUI, a Priscila, mas principalmente o Rodrigo me conquistaram de uma maneira que é difícil explicar. Pior, agora estou agoniada para reler Fazendo Meu Filme só para pescar os poucos momentos em que eles dois apareceram na estória da Fani e do Léo… e minha coleção, nesse momento se encontra em um container, no porto do Rio de Janeiro. Quando esse navio vai chegar aqui???

A Priscila é super alto astral, extrovertida, uma líder nata, talentosa – sabe cantar, dançar e atuar -, AMA animais de uma maneira que nem dá para explicar e é apaixonada por séries de televisão. O Rodrigo é baterista, também é louco por animais, mas sua vida toda gira em torna da existência da Pri, e ele é muito romântico, adora escrever poemas para ela e fazer surpresas lindas. Como não se apaixonar?

Sinopse

Dois anos se passaram desde a 2ª temporada de Minha Vida For11090951_10206342828831579_1163015426435253749_oa de Série. Priscila, agora com 19 anos, percebe que tem que deixar a adolescência para trás e começar a lidar com as responsabilidades da vida adulta: o namoro com Rodrigo, cada vez mais sério; o início da faculdade, que ela ainda tem dúvidas se escolheu a certa; as novidades na família, que mais uma vez transformam seu cotidiano. Mas, como nos seriados que tanto ama, ela também vai passar por muitas reviravoltas e confusões, e descobrir que alguns acontecimentos de episódios passados podem afetar os atuais.

Não perca mais esta temporada imperdível da vida fora de série de Priscila.

O terceiro livro mostrou uma maturidade muito grande das personagens em relação ao livro anterior. Os amigos aparecem um pouco menos e as famílias muito mais, considerando que agora eles não estão mais na escola. E o formato do livro continua intercalando narrativa, com a visão dela e dele – embora em menores proporções – além de e-mails, mensagens e cartas. Apesar da maturidade, eu ainda passei boa parte da leitura querendo bater na Priscila pelas burradas e decisões que ela toma na vida. A minha vontade de pegar o Rodrigo, colocar em um potinho e proteger para sempre só aumenta a cada livro. E às vezes, até eu acho que ela não merece o amor e a devoção dele. Mas eu entendi esse final e estou apostando que era exatamente o que o Rô precisava. Mesmo detestando a irmã dele, a Sara, concordo que ele se anulava pela Priprica e acho que é isso que vai ser abordado no próximo livro da série. Porque nenhum relacionamento pode dar certo ou ser saudável, se você esquecer quem você é e viver somente para a outra pessoa. Embora a minha raiva pela Priscila seja exatamente porque ela sempre coloca um milhão de coisas da vida dela antes do Rodrigo e eu fico arrasada vendo ele sofrer.

E aquele Patrick? Eu só tenho vontade de explodir ele do mesmo jeito que eu tinha de explodir o Christian. Pouco me importa se eles são super maneiros. Boom!

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Resenha de “Azar o Seu”, de Carol Sabar

Resolvi resenhar mais um livro nacional, porque nunca é demais. Já disse que fico super contente de ver os livros nacionais ganhando destaque, encabeçando as listas de mais vendidos. Adoro abrir meu Twitter e Instagram e ver as autoras que eu sigo fazendo turnês de autógrafos e lotando livrarias e auditórios. Dá uma satisfação enorme e orgulho das nossas escritoras. Um dia serei eu.

Conheci Carol Sabar graças a ela mesma. Acho que por ambas seguirmos a Paula Pimenta, ela adicionou no Facebook algumas (ou muitas, não sei) leitoras para divulgar seu livro novo. Eu gostei da sinopse e comprei o livro, mas demorei um tempão para ler porque estava me mudando para cá e fiquei sem ler nada por um bom tempo. Já li quando estava aqui e fiquei chateada de não poder sair e comprar o primeiro livro dela que, confesso, não tinha me interessado. Seu primeiro livro Como (quase) namorei Robert Pattinson não me atraiu porque eu não sou muito fã do ator. Mas como Azar o Seu foi muito divertido, fiquei curiosa para ler o primeiro mesmo assim.

Sinopse

Parada num engarrafazaroseuamento no Rio de Janeiro, Bia está pensando em sua vida azarada. O motorista do carro ao lado tenta se comunicar com ela, mas Bia não o reconhece. Então, ele sai do carro, mas não tem tempo de se explicar, pois começa um violento tiroteio e eles se jogam lado a lado no asfalto. Certa de que está prestes a morrer, Bia entra em desespero e se prepara para dizer suas últimas palavras, na esperança de que o suposto desconhecido possa levar um recado a Guga, seu amor da adolescência, sem perceber que é ele próprio que está ali, ouvindo a inesperada declaração de amor! Os dois escapam juntos do tiroteio e, a partir daí, começam a se envolver, dia após dia. Guga, sem coragem de assumir sua verdadeira identidade, e Bia, feliz consigo mesma por finalmente estar se apaixonando por alguém que não é Guga. Nunca uma maré de azar foi tão engraçada!

Fala sério, com uma sinopse engraçada assim, só podia esperar altas gargalhadas lendo esse livro. Beatriz é um pouco tipo as personagens de Sophie Kinsella, dá uma vergonha alheia tremenda cada vez que alguma coisa acontece com ela. E o Guga é adorável, claro, com vergonha de contar a verdade para ela com medo de sua reação, mas totalmente encantado de saber que ela gostava dele assim como ele sempre gostou dela. Então ele não a deixa em paz e ela, enquanto não sabe quem ele é, fica super feliz de poder esquecer Guga que assombrava seus pensamentos há anos.

A questão é que Guga se mudou para Londres (aparentemente todos acabamos aqui, amigo) nove anos antes para se dedicar à música – e nunca mandou um e-mail, carta ou sequer um telefonema – mas quando foi embora era um garoto esquisito e o carinha que ficava seguindo ela desde o tiroteio era lindo!!! Como ela teria reconhecido? Agora ele era, além de muito gato, um músico famoso em Londres. E quando ela descobre a verdade fica irada, mas dividida. Claro, era tudo que ela queria, só que ele podia ter dito a verdade, né? Pra complicar ele é irmão de sua ex melhor amiga, Raíssa, com quem ela brigou alguns anos depois da partida dele. Então sua maré de azar tá tão braba que ela perdeu o emprego porque alguém resolveu acusá-la injustamente de assédio sexual (juro!!!), ela precisa voltar a morar com seu pai – com quem tem um relacionamento muito legal, ele é um super paizão – e ajudá-lo na floricultura da família, enquanto Guga não a deixa em paz e Raíssa, em meio às organizações de seu casamento, parece precisar da sua melhor amiga ao lado novamente. Ele vai fazer de tudo pra dobrar Bia – a bronquinha, como ele a chama – que parece convencida que nunca vai ter nenhuma sorte na vida e também de que ele não merece uma chance.

O livro é engraçado e cheio de passagens apaixonantes, do jeito que eu gosto. A verdade é que eu não esperava que ele fosse ser tão divertido e com algumas cenas mais apimentadas. Nada demais, mas é que a Carol Sabar tem cara de ser tão bonequinha fofa, que eu me surpreendi – positivamente – com algumas cenas ótimas que ela criou.

Estou aguardando ansiosa pra saber qual será o nome do novo livro dela, já vi que ela terminou de escrever outro dia um livro novo e fiquei curiosa.

Azar o Seu foi publicado pela Editora Jangada em 2013, no Brasil.

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Resenhando Paula Pimenta

Por que falar de um livro só, se eu posso falar da autora? Já comentei antes sobre Meg Cabot e Sophie Kinsella, que são as queridinhas do mundo chick-lit e praticamente dominam as prateleiras, lançando sucesso atrás de sucesso. Mas inspiradas por esse mundo um pouco mais cor de rosa – o que não quer dizer que garotos não leiam!! – também começamos a ver algumas autoras nacionais se destacando. Dentre elas, minha preferida é e acredito que será por um bom tempo, Paula Pimenta. Eu fico muito contente de ver autores nacionais sendo mais divulgados, lançando livros no exterior e espalhando pelo mundo cenas criadas na nossa terra. Pegar um livro da Paula é viajar por Belo Horizonte. O que é super legal, considerando que saímos do eixo Rio – São Paulo. Embora ainda precisemos de mais autoras jovens falando sobre o Tocantins, a Bahia ou o Acre, por quê não?

Sou uma pessoa muito visual e confesso que compro muito livro pela capa. Isso é meio complicado, algumas vezes dá muito certo e outras, nem tanto. Quando bati os olhos nas capas de Fazendo Meu Filme 1 e 2, eu não tive dúvidas de que sairia logo para comprar. Mas a sinopse, ah… a sinopse ganhou meu coração.

Sinopse

Tudo muda na vida de Fani quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país. As reveladoras conversas por telefone ou MSN e os constantes fmfbilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima.
“Fazendo meu filme” nos apresenta o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive a dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em um outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades. 

Tudo bem, o que tem de tão especial? Para mim, era muito especial. O nome da personagem principal é Estefania. Ela viaja para a Inglaterra. Escuta as mesmas músicas que eu e gosta dos mesmos filmes. Ela até vai no show da mesma banda que eu fui. As semelhanças não param aí e confesso que fiquei assustada. Na brincadeira eu mandei um twitter para a autora perguntando se ela estava me seguindo nos últimos anos. E ELA RESPONDEU!! Agora, além de super autora, brasileira, escrevendo livros divertidos e bonitinhos, ela é fofa e acessível. Fiquei chateada de saber que não, o livro não era sobre mim. Que pena. Mas sem dúvidas, foi um dos livros mais gostosos que já li. E não tem como não se apaixonar pela Fani e pelo Léo, claro. O fim que ela deu à série com o volume quatro, não poderia ter sido mais perfeito.

A série é super atual, sendo contada através de e-mails, recadinhos e mensagens trocadas ao longo dos anos de escola, intercâmbio e faculdade. Fani é uma menina muito apaixonada por filmes, que sonha em ser cineasta, ao mesmo tempo em que vive entre as dúvidas e alegrias de ser adolescente e suas descobertas amorosas. Ela se apaixona pelo seu melhor amigo e ao longo dos quatro livros vemos o enrolar e o desenrolar da estória de amor deles. É muita fofura para poucos livros. Eu sei, são quatro, mas eu queria mais. Não estava preparada para dizer adeus a Fani. Ainda bem.

Porque então ela nos surpreendeu com uma nova coleção, para saciar aquele gostinho de quero mais que ficou com o fim de FMF. Ela lançou Minha Vida Fora de Série, sobre uma das amigas da Fani, o que quer dizer que veríamos muitas estórias por outros ângulos e nos aprofundaríamos ainda mais naquele universo super fofo. E agora, se Fani era apaixonada por filmes e sonhava em ser cineasta, Priscila gostava mesmo era de séries de televisão e bichos. Nesse ponto já não me identifiquei tanto porque eu não costumo assistir séries, mas amo bichos, o livro continuava sendo lindo e o Rodrigo, conseguiu ser ainda mais lindo que o Léo.

Sinopse

Mudar de cidade sempre é difícil, mas fazer isso na adolescência é algo que deveria ser proibido. Como começar de novo em um lugar onde todos já se conhecem, onde os grupos já estão formados, onde ninguém sabe quem você é? A princípio, mvfsPriscila não gosta da ideia, mas aos poucos percebe que pode usar isso a seu favor, tendo a chance de ser alguém diferente. Mas será que o papel escolhido é aquele que ela realmente quer representar? Aos poucos, Priscila percebe que o que importa não é o lugar e sim as pessoas que vivem nele. E que, além da nova cidade, há algo mais importante a se conhecer: ela mesma. Quem gosta da série “Fazendo meu filme” não pode perder o livro de estreia dessa nova série de Paula Pimenta. Situado no mesmo universo ficcional, temos a oportunidade de acompanhar alguns dos nossos já adorados personagens, três anos antes da história de ‘Fazendo meu filme” começar. Não perca a 1ª temporada da vida fora de série de Priscila.

Estou aguardando ansiosa a semana que vem, quando meu tio vem me visitar e está trazendo na mala o terceiro volume da série que foi lançado esse ano no Brasil e eu aqui, ainda não li. Em breve faço a resenha dele. Porque Paula Pimenta, nunca é demais.

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