Resenha de “Fangirl”, de Rainbow Rowell

Eu ia postar a resenha de um outro livro essa semana, mas depois de ler Fangirl, eu precisei deixar tudo de lado e falar sobre ele, porque após dois dias ainda estou com aquele buraco no coração de quando um livro acaba e você não sabe mais o que fará da sua vida. Como se tivesse perdido um amigo.

Toda vez que eu ia na livraria e via esse livro, achava a capa fofinha – adoro capas, normalmente compro livros pela capa – mas deixava de lado com receio de ser infantil demais. A sinopse era interessante para mim, mas pensei que a abordagem do tema seria infantil. Ainda bem que eu resolvi comprar mesmo assim.

Sinopse

Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow. Mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estréia de cada filme.
fangirl_coverdec2012Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já tenha experimentado na vida real.

Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto. Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências.

Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?

Li algumas críticas sobre a personagem principal ser tediosa, boba e antissocial. E acho que as pessoas que não foram fanáticas por alguma coisa – como livros, bandas, etc -, ou super nerds como a Cath, realmente não conseguiriam entender bem o “espírito do livro”. Quase todo adolescente nerd é meio bobo, cheio de receios e medos. Antissocial por natureza por se sentir mais seguro dentro do mundo da fantasia que perto de pessoas reais.

O livro me interessou a princípio exatamente porque eu já estive no mesmo lugar que ela. Eu fui uma adolescente reclusa, que detestava noitadas e cancelava qualquer evento (exceto a Bienal do Livro) para poder ficar em casa lendo e escrevendo fanfics. Sou fanática por Harry Potter, estive em todas as estréias dos filmes e livros – sem cosplay, porque eu tinha vergonha – e mesmo aos 27 anos ainda choro e vibro com todas as notícias desse mundo que fez parte da minha vida. E é exatamente assim que ela se sente. O mundo dela é baseado no amor que ela sente por essa série literária – nitidamente baseada em Harry Potter – e nos seus próprios fãs, já que ela escreve uma fanfic muito famosa. Sua irmã gêmea escrevia com ela, eu escrevia com minha melhor amiga. Me identifiquei demais.

À parte de todas as referências a esse universo de vida paralela, o livro é muito fofo, com uma linguagem fácil e divertida. Eu nunca tinha lido nenhum livro da autora – Rainbow Rowell – e adorei. De tudo, o que eu mais amei no livro, sem sombra de dúvidas, foi Levi. Ela se apaixona por ele e apesar de o livro ser mais focado nela – em seus dramas familiares e pessoais, seu amadurecimento e como ela enfrenta seus medos – e não no relacionamento deles, ele aparece bastante e é sempre especial, incrível e fofo. Nunca pensei que eu poderia me apaixonar por outro personagem quase tanto quanto sou apaixonada por Michael Moscovitz d’O Diário da Princesa.

As cenas em que ele aparece, sendo totalmente fofo, sorridente, carinhoso e sempre cuidando dela, me faziam sentir aquele friozinho na barriga, que dava um salto sempre que ele chegava perto dela. Adoro estórias que me causam essas sensações.

Com certeza Fangirl entrou para lista dos meus livros preferidos. Foi lançado no Brasil em 2014 pela Editora Novo Século.

Sobre Stefania Raducanu

A autora é carioca, mas mora na Inglaterra com seu marido e as duas filhas. Está longe da sua adolescência, porém ainda não percebeu isso. Adora consumir material voltado para esse público, seja lendo livros, assistindo filmes ou ouvindo música. Quando não está cuidando das crianças e enlouquecendo, está se concentrando para colocar as milhares de ideias que tem na cabeça em um pedaço de papel (rezando para as crianças não pegarem o papel para fazer aviãozinho). Começou escrevendo fanfics e pode ser que alguém conheça Back to the Past I e II com a banda McFLY, das quais é co-autora. Seus livros estão publicados no Wattpad e em breve poderão estar nas suas mãos.
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4 respostas para Resenha de “Fangirl”, de Rainbow Rowell

  1. nih disse:

    Ainda não li Fangirl e confesso que tinha desanimado por ter lido uma resenha ruim, mas acho que vou encarar agora. Li o Eleanor & Park da Rainbow Rowell pouco tempo atrás e me apaixonei completamente. Bem cheio da sensação de friozinho na barriga. Se já gostou da autora, recomendo =)

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